sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O MONGE O ESCORPIÃO, uma parábola chinesa



O MONGE E O ESCORPIÃO



     Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o temível bicho na mão. Quando o trazia para fora do rio, o escorpião, ingrato, o picou. 

Devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio. Mas, mesmo assim, foi à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez pela margem, entrou no rio, resgatou o maldito escorpião e o salvou. 

Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e também, penalizados...

Nisso, perguntaram:

     — Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão! 

     O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:

— Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.


Moral da estória: O bom é bom, e o mau é mau, ainda que queira dissimuladamente parecer inofensivo. Nem um nem o outro pode mudar a sua Natureza.



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