segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Os EUA e a marcha rumo à catástrofe


O governo dos EUA mais uma vez parece mostrar que tem, de fato, interesse em ver o mundo de pernas para o ar. Não havendo muito tempo em que vem provocando o mundo árabe, da última vez, queimando em praça pública o livro sagrado dos islãmicos, o Alcorão, e declarando ter sido "por engano", os EUA encabeça uma nova polêmica, desta vez, com a veiculação de fotos na internet e de um filme sobre a vida do profeta sagrado para o Islão, Maomé.

Incidentes como estes foram o estopim que deflagrou, estupidamente, as duas Guerras Mundiais...em 1914, a Primeira Guerra espalhou-se, graças a um fato isolado, o assassinato de um arqui-duque austríaco, a Segunda, incitada pela manipulação de homens doentios, que perseguiam as minorias com inflamados discursos nacionalistas.

Na ocasião, houve perseguição aos judeus, ciganos e às Testemunhas de Jehovah, também encerradas nos campos de concentração, misturadas entre os judeus naturais, molestadas pelo fato de não aceitarem a intromissão mundana em sua crença e de respeitarem os princípios bíblicos de Jehovah acima de tudo, e os ataques nucleares, que foram acontecimentos tão chocantes quanto a morte em massa de judeus e religiosos, homens, mulheres, velhos e crianças inocentes. (Os judeus naturais eram identificados por uma estrela amarela, a de Davi e as Testemunhas de Jehovah por um triângulo roxo.)

Ontem, a presidenta da Alemanha, Angela Merkel, disse, que os EUA estão 'colocando em risco todas as nações do mundo', coisa que, eu mesma aqui, em artigo, neste blog, já havia dito no início do ano, por observar os movimentos dos EUA e de seus aliados no grande tabuleiro político mundial e ter esta nítida impressão que agora virou certeza..

Com a crise européia e a falência dos EUA, desde o 11 de setembro, quando a economia do país minguou, a verdade, é que os EUA precisa de um bom motivo para a invasão e conquista do mundo árabe...Ele precisa das terras inesgotáveis em riqueza petrolífera. Então, minou as nações árabes, enfraquecendo-as,  fazendo pressão, dando asas aos rebeldes para a queda de seus ditadores, para que, com isto e com o povo desorientado, ele viesse a forjar a situação confortável que o levaria a acampar nas terras bíblicas. Aliado a Israel, que vem continuamente pressionando os vizinhos, os EUA seguem rumo ao destino catastrófico.

O único que tem resistido a pressão é o presidente da Síria, amparado pela Rússia e China. Os EUA não param, como eu mencionei...Eles conquistaram o mundo, eles "conquistaram a Lua e o espaço", eles conquistaram nossas vidas, americanizaram o nosso idioma, nossas roupas, nossa comida...

Não tenho sentido nas manobras americanas, preocupação com as nações ou com seus aliados...As marionetes do Tio Sam são apenas coadjuvantes no grande filme onde a nação americana é um poderoso Império que persiste em manter sua farsa para continuar tendo o maior poder sócio-político-econômico no mundo.
O líder do Hezbollah,o sheik Hassan Nasrallah, nesta segunda, 17, fez uma rara aparição pública para dizer que os Estados Unidos da América vão enfrentar mais ódio e mais ataques do mundo islâmico se não proibirem a circulação do filme ofensivo ao profeta Maomé. Os EUA têm provocado continuamente os líderes religiosos islãmicos...a queima do Alcorão, "equivocadamente" foi um prenúncio desta situação criada no contexto atual.
Segundo Nasrallah, "eles (os produtores do filme) caluniaram a pureza do seu nascimento (o de Maomé) caluniaram sua fé e sua moral, caluniaram o Alcorão", disse Nasrallah a dezenas de milhares de simpatizantes durante um protesto contra o filme na zona sul de Beirute, área predominantemente xiita.
"A distribuição de todo esse filme deve ser proibida pelos norte-americanos", afirma o líder, sendo pelo povo ovacionado.


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